Dirigido por Davi Pretto FUTURO FUTURO, foi o grande vencedor do Festival de Brasília onde recebeu os prêmios de Melhor Longa segundo o Júri Oficial, Melhor Roteiro, Melhor Montagem e Menção Especial do Júri para o ator Zé Maria Pescador. O filme teve sua estreia mundial no Festival Internacional de Karlovy Vary, na República Tcheca, e sua próxima parada está programada para o Festival do Rio onde será exibido na Mostra Midnights.
Veja depoimento do diretor:
"Futuro Futuro é assumidamente uma obra de experimentação, onde a forma e a estética são fundamentais para as reflexões políticas que o filme propõe. Essa foi apenas a terceira vez que um longa gaúcho vence o prêmio principal de Brasília em todas as 58 edições, sendo a última vez em 1997 e antes em 1988. Apesar desse filme ter sido financiado pelos arranjos regionais (SEDAC RS e Ancine), é preciso lembrar que filmes de experimentação historicamente têm muita dificuldade em encontrar incentivo público no RS devido ao perfil dos poucos editais existentes. Curiosamente, esses filmes não estreiam na mostra principal do Festival de Gramado, mesmo quando passaram antes por grandes festivais como Berlim. São filmes que vão ao Festival do Rio e Brasília, onde vários deles saem premiados. Tudo isso são sintomas importantes para refletirmos.
Eu espero que esse prêmio ajude que editais voltados para experimentação e inovação artística como Prodecine 5 sejam retomados no Brasil e que linhas desse perfil sejam criadas em editais no Rio Grande do Sul. Não há desenvolvimento da indústria criativa sem apoio à inovação. E filmes como o nosso geram empregos, renda e pagam impostos como todos os outros, e em muitos casos são embaixadores culturais do Brasil, representando o país em grandes festivais internacionais."
Produzido pela Vulcana Cinema e rodado em Porto Alegre, o filme é o quarto longa de Davi Pretto que, depois de “Castanha” (2014), “Rifle” (2016) e de “Continente” (2024), transformou sua cidade natal em uma metrópole futurista. Para interpretar K, personagem protagonista, o diretor escalou o potiguar Zé Maria, ator conhecido por seus trabalhos em filmes como “O Clube dos Canibais” (2018) e “Paloma” (2022), além da série “Maria e o Cangaço” (2025).
Zé Maria contracena com João Carlos Castanha, que batiza e protagoniza o primeiro filme do cineasta, além de Carlota Joaquina (“Seus Ossos e Seus Olhos”), Clara Choveaux (“Luz nos Trópicos”) e Higor Campagnaro (“O Animal Amarelo”). Olivia Torres, atriz de “Ainda Estou Aqui”, vencedor do Oscar de filme internacional, e protagonista de “Continente”, também empresta sua voz para o novo trabalho de Pretto.
SINOPSE
Em um futuro próximo, onde os avanços em inteligência artificial coexistem com o surgimento de uma nova síndrome neurológica, um homem sem memória de 40 anos chamado K é acolhido por um clickworker solitário de 60 anos na parte empobrecida de uma chuvosa cidade brasileira. Após usar um viciante dispositivo IA em um curso para pessoas com a estranha síndrome, K embarca em uma jornada trágica e absurda para tentar encontrar o seu lugar no mundo.

Estrelado por Anya Taylor-Joy e Chris Hemsworth, o longa revela a origem da poderosa personagem da franquia Mad Max