A EMPREGADA (The Housemaid) | EUA | 2025
Direção: Paul Feig
Roteiro: Rebecca Sonnenshine, baseado em livro de Freida McFadden
Elenco: Sydney Sweeney, Amanda Seyfried, Brandon Sklenar, Elizabeth Perkins, Michele Morrone, Megan Ferguson
Distribuição: Paris Filmes
Duração: 131 minutos
Sinopse: Millie é uma jovem em dificuldades que encontra na oportunidade de trabalhar como empregada doméstica para Nina e Andrew a chance de um recomeço. Mas logo descobre que os segredos daquela família são muito mais perigosos do que os seus.
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Sob a direção de Paul Feig (Um Pequeno Favor e Caça-Fantasmas) e com roteiro adaptado por Rebecca Sonnenshine, a partir do best-seller de Freida McFadden, o suspense psicológico A Empregada chega aos cinemas brasileiros em 1º de janeiro de 2026.
A trama que conta com um triângulo amoroso estrelado por Amanda Seyfried (Mamma Mia!), Sydney Sweeney (Euphoria) e Brandon Sklenar (É Assim que Acaba) aborda discussões sociais relevantes na contemporaneidade como violência doméstica, abuso psicológico, desigualdade social e gaslighting. É nesse contexto que Millie (Sydney Sweeney), uma jovem com passado obscuro e sem perspectivas de futuro, chega à mansão da família Winchester, onde residem o casal Nina (Amanda Seyfried) e Andrew (Brandon Sklenar), além de sua filha Cecelia (Indiana Elle). Nina recebe Millie numa atmosfera suburbana à la Mulheres Perfeitas (2004). No entanto, logo a aparente perfeição familiar se esvai após sucessivos episódios de instabilidade emocional de Nina. A patroa passa a acusar a funcionária de roubar e esconder anotações importantes, além de solicitar compras de artigos caros e negar que o fez, obrigando a empregada a custear os gastos por meio do próprio salário. A dúvida que paira sobre Millie e os demais que convivem com o casal é de como Andrew, um homem bem sucedido e de família tradicional, permanece nesse relacionamento.
Embora a atuação de Amanda Seyfried esteja excepcional, imprimindo as emoções flutuantes de sua personagem com maestria. É no processo de desvendar o mistério de como um homem tão íntegro e exemplar permanece num relacionamento com alguém instável e disfuncional que o filme se perde. O diretor Paul Feig, já habituado à construção de reviravoltas em seus longas, parece ter perdido a mão em A Empregada, acumulando frequentes viradas na trama que são apoiadas por flashbacks explicativos. O filme que já nasceu comercial desde o leilão dos direitos da obra literária para a adaptação cinematográfica, pode não incomodar seu público-alvo. Já que as reviravoltas, embora incongruentes e carregadas no exagero, podem prender o espectador menos exigente e produzir o riso naquele mais crítico, trazendo alívio cômico por meio do absurdo.
A Empregada ainda conta com a participação tímida do jardineiro Enzo, interpretado por Michelle Morrone, personagem que tem maior relevância na obra de McFadden e no longa é quase obliterado, desagradando os fãs da obra literária. Outra personagem discreta, embora incômoda, é a sogra Evelyn Winchester (Elizabeth Perkins), com um cabelo imponente como o da dama de ferro Margareth Tatcher, a personagem parece carregar os mesmos padrões morais e comportamentais do filho.
Em suma, A Empregada funciona como um bom entretenimento, mesmo não sendo um bom filme. O espectador passa os 131 minutos preso à trama, mesmo que criticando-a. O jogo de poder e manipulação ilustrado pode não ser verossímil, mas suscitar o debate desses temas sensíveis numa obra de extremo apelo comercial faz valer a produção
A Empregada estreia nos cinemas brasileiros no dia 01/01/2026.

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