ANÔNIMO 2 (Nobody 2) | EUA | 2025
Direção: Timo Tjahjanto
Roteiro: Derek Kolstad e Aaron Rabin
Elenco: Bob Odenkirk, Connie Nielsen, Christopher Lloyd, John Ortiz, RZA, Sharon Stone
Distribuição: Universal Pictures Brasil
Duração: 89 minutos
Sinopse: Hutch Mansell, um pacato pai de família com um passado violento, é mais uma vez forçado a confrontar antigos perigos quatro anos após o primeiro filme - desta vez, em meio a segredos familiares e uma viagem com a família a um hotel controlado por um traficante.
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Antes de tudo, gostaria de constatar o quão reconfortante é ver Bob Odenkirk em um papel tão "John Wick" quanto este. Logo de cara, encaramos o pesar da vida do trabalhador (seja ele dentro da legalidade ou não), que é não possuir tempo de qualidade em seu lar. Este é o único drama da família Mansell apresentado no filme, e os problemas que surgem dele. Em meio a promessas falhas de maior presença em casa, o pai e protagonista, Hutch Mansell, percebe que chegou a hora de pedir férias ao seu chefe para poder passar tempo de qualidade com sua família, mesmo o chefe o avisando que faz ‘’parte de sua natureza’’ não ficar fora de conflito. É quando ele faz uma nova promessa a si mesmo e à esposa, que aparentemente como muitas outras promessas, ele não consegue honrar: ficar longe da violência. Contudo parece que seu chefe estava certo, pois Hutch não consegue ficar longe de uma boa briga. Só que, desta vez, sua família está no meio de toda a confusão.
Apesar das inúmeras frases de efeito e de alguns clichês do gênero de ação, a obra é cheia de
originalidade, especialmente na narrativa, que possui pequenos plots que fazem dessa história eletrizante e ultra-violenta algo que prende a atenção como nenhum outra! Porém, é notável que falte profundidade no desenvolvimento dos personagens. A obra está recheada de momentos Deus ex machina, nos quais a conveniência do enredo salva o protagonistas, um dos clichês que poderiam ter sido facilmente contornados com uma narrativa mais bem desenvolvida não só pelos personagens principais mas como também para os coadjuvantes, especialmente a falta de contextualização do irmão de Hutch, Harry, deixa a desejar nesse aspecto, assim como a história do passado de seu pai, David, sobre quem sabemos pouco de sua vida como agente em missões.
Enxergo a cinematografia como condizente com esta proposta de filme de ação, onde as lutas são bem no estilo de Sherlock Holmes (interpretado por Robert Downey Jr.). Movimentos dinâmicos, quase que coreografados porém sem perder o vigor dos golpes, da para perceber que o Hutch possuí anos, talvez décadas de prática em lutar, isso com a filmagem acompanhando tudo e dando enfase aos movimentos de luta. As trocas de tiro são intensas e bem executadas, com exceção dos clichês de armadura de protagonista que geralmente é muito presente em filmes do gênero. Os efeitos especiais também não deixam a desejar tratando-se um filme de ação, nada de muito surpreendente: slow motion nos momentos oportunos, membros voando e muitas explosões. A cena mais memorável (e talvez cômica) foi o Hutch tendo o dedo mindinho cortado em slow motion, onde o mesmo cai no lago e vira comida de peixe. É notável também atenção que foi fornecida a maquiagem, que ressalta a identidade de agente secreto cansado e de saco cheio com essa vida de violência e missões de vida e morte, além dos olhos roxos e as marcas de conflito, o restante do makeup é bem mediocre, o que não é crime necessariamente!
Acredito que essa nem seja a proposta do filme, já que, a grosso modo, é a história de um homem que trabalha com a violência e o crime organizado tentando aproveitar as férias com a família, criar memórias, dar atenção ao relacionamento com a esposa e se divertir em Plummerville, um parque de diversões que é local de memória afetiva de sua infância.
É um filme sólido, que dispensa diálogos desnecessários e parte direto para a ação. Serve para assistir com a família (caso ela não se incomode com muito sangue, explosões e porradaria), numa pegada de Sessão da Tarde mais bruta, para dar risadas e torcer pelo protagonista e seus entes queridos. Essas férias não poderiam ter sido mais caóticas, explosivas e cheias de adrenalina! Acredito que Hutch, interpretado por Bob Odenkirk, tenha feito um ótimo trabalho, assim como Becca, interpretada por Connie Nielsen, suacara-metade no filme.
Nota de 3.2/5. Vale a pena desligar a mente e assistir a ação rolar.
Anônimo 2 estreia nos cinemas brasileiros no dia 21/08/2025.

Uma jovem chamada Macy luta para sobreviver após ser sequestrada por uma figura monstruosa e perturbada que deseja criá-la como sua filha.