CONFINADO (Locked) | EUA/Canadá | 2025
Direção: David Yarovesky
Roteiro: Michael Arlen Ross
Elenco: Bill Skarsgård, Anthony Hopkins, Ashley Cartwright, Michael Eklund, Navid Charkhi, Ricardo Pequenino, Gaston Morrison, Reese Alexander
Distribuição: Diamond Films Brasil
Duração: 95 minutos
Sinopse: O assaltante Eddie invade um SUV de luxo acreditando ter encontrado o alvo perfeito, mas cai em uma armadilha mortal. O veículo pertence a William, um autoproclamado justiceiro que impõe sua própria visão de justiça. Transformado em uma prisão sobre rodas, o carro torna cada movimento uma ameaça. Sem saída e à mercê de um inimigo frio e calculista, Eddie precisa lutar para sobreviver nesse jogo implacável.
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Filmes que apostam em uma única locação costumam ser uma faca de dois gumes. Na maioria das vezes, acabam caindo no marasmo, esbarrando em roteiros frágeis e produções que não seguram a tensão. Mas Confinado foge desse padrão — pelo menos no quesito entretenimento. A proposta aqui é direta, sem rodeios, e entrega exatamente o que o trailer promete: uma sequência de tensão constante, ação claustrofóbica e um embate de atuações liderado por Bill Skarsgård e Anthony Hopkins.
A trama acompanha Eddie, um sujeito afundado em dívidas que vê no roubo de uma SUV de luxo uma chance de respirar financeiramente. O que ele não esperava era cair numa cilada arquitetada por William, um justiceiro meticuloso que transforma o veículo em uma verdadeira armadilha — onde cada tentativa de fuga vira uma nova tortura física e psicológica.
Visualmente, o filme funciona. A direção mantém o ritmo e sustenta o confinamento com criatividade, fazendo do espaço limitado um campo de guerra mental. E sim, assistir a essa história no cinema faz diferença: é o tipo de filme que prende a atenção, segura pela adrenalina e pela tensão crescente.
Mas nem tudo se sustenta só no suspense. O maior problema de Confinado é quando tenta ser mais do que um simples thriller. Há uma tentativa insistente — e bastante forçada — de jogar na cara do espectador uma suposta reflexão sobre justiça, moralidade e redenção. E faz isso de maneira superficial, com referências deslocadas e discursos que não se sustentam, soando quase como um sermão vazio.
Se a tensão prende, a mensagem empurra pra longe. O desfecho, então, escancara esse desequilíbrio: joga fora qualquer construção prévia e cai em um final tão problemático quanto desconectado da proposta inicial.
Confinado é, no fim das contas, aquele típico filme-armadilha. Não só pela armadilha física que vemos em tela, mas também pela armadilha narrativa que ele próprio constrói — e da qual não consegue escapar. Diverte, sim. Mas tenta ser uma reflexão do que é a justiça com as próprias mãos e cai no vazio do discurso.
Confinado estreia nos cinemas brasileiros no dia 29/05/2025.

Uma menina havaiana solitária faz amizade com um alienígena fugitivo, ajudando a remendar sua família fragmentada.