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DA MAGIA À SEDUÇÃO: FEITIÇO DE AMOR

Por: Hyndra

DA MAGIA À SEDUÇÃO: FEITIÇO DE AMOR (Practical Magic 2) | EUA | 2026
Direção: Susanne Bier
Roteiro: Akiva Goldsman, Georgia Pritchett e Kelly Marcel (baseado no livro de Alice Hoffman)
Elenco: Sandra Bullock, Nicole Kidman, Joey King, Lee Pace, Maisie Williams, Xolo Maridueña, Solly McLeod
Distribuição: Warner Bros. Picures Brasil
Duração: 110 minutos
Sinopse: O tempo passou, mas Sally e Gillian ainda são assombradas pela maldição do clã Owens: todos que amam acabam morrendo. Agora, as duas devem confrontar poderes que ameaçam acabar com sua família de uma vez por todas.


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MARGARITAS À MEIA-NOITE


Nicole Kidman perguntou a Sandra Bullock, em entrevista recente, quais memórias ela tinha do set de Da Magia à Sedução e ela respondeu “eu me senti segura”. O filme marca seu retorno às telas depois de um afastamento temporário para se dedicar aos cuidados de sua família. A sequência Da Magia à Sedução: Feitiço de Amor é como um abrigo nostálgico: sabemos lá no fundo que tudo irá ficar bem, como mandam as comédias românticas.


Retornamos à casa das mulheres Owens e as três gerações estão reunidas. É bonito ver as tias Jet (Dianne Wiest) e Franny (Stockard Channing) nas cenas iniciais interpretadas pelas mesmas atrizes do filme original. A maldição permanece e para tentar proteger as filhas, Antonia e Kylie, do sofrimento de perder um amor precocemente, Sally decide afastá-las da magia e acaba por criar uma redoma. Entretanto, é possível se proteger da vida evitando os sentimentos mais humanos?


Sally e Gilly são a dupla imbatível, que transbordam às telas com Sandra Bullock e Nicole Kidman, a melhor parte do filme é vê-las juntas: “sangue do meu sangue”. A irmandade das duas é o elo. Ao contrário das irmãs Antonia e Kylie que são pouco desenvolvidas com a chegada de um romance juvenil sem sal que atropela a trama. Nesta sequência, me incomoda a falta de equilíbrio e como várias personagens ficam de escanteio, principalmente Gillian. O toque de comédia romântica só ascende com a entrada do professor Ian Wright. Sally e ele dão um charme ao filme.


A reviravolta na história da maldição de Maria Owens, a bruxa ancestral da linhagem, também permite uma nova perspectiva para o motivo dela ter amaldiçoado todos os homens que tentassem se envolver amorosamente com as mulheres de sua família. O feitiço é uma espécie de proteção. Ao mesmo tempo, a maior proteção que as mulheres Owens têm é contar umas com as outras. Essa é a pulsão que fica do primeiro filme que aponta para uma sororidade, quando Sally ajuda Gillian a se livrar de um relacionamento abusivo. Já no segundo filme, a trama acaba por se centrar em uma necessidade das mulheres salvarem os homens da história, isso se acentua principalmente com o namorado de Kylie.


Com a alta das produções de sequências nostálgicas, com receio de experimentar novos caminhos, em um momento de contentamento da indústria norte-americana com aquilo que já deu certo, Da Magia à Sedução: Feitiço de Amor se junta a este quadro. Para agradar aos fãs, o filme recorre em recriar a irmandade de Sally e Gilly com suas travessuras e doçuras. Se perde em alguns momentos com a filha desaparecida. No fim das contas, não me recuso à umas boas doses de feitiços e margaritas à meia-noite, além de pulos de telhados com guarda-chuvas e vassouras, como diz tia Jet, que se viva um pouco, que se viva muito.



Da Magia à Sedução: Feitiço de Amor estreia nos cinemas brasileiros no dia 10/09/2026.

Resenhas
https://www.cinehorror.com.br/resenhas/da-magia-a-seducao-feitico-de-amor?id=1979
| 144 | 08/09/2026
O tempo passou, mas Sally e Gillian ainda são assombradas pela maldição do clã Owens: todos que amam acabam morrendo. Agora, as duas devem confrontar poderes que ameaçam acabar com sua família de uma vez por todas.
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