Editora: Indie Visivel Press
Autores: Ryan Parrott (Roteiro) e Dan Mora (Desenhos)
Páginas: 112
A história na Alameda dos Anjos continua, os Rangers ainda estão tentando conciliar suas responsabilidades como protetores da Terra e como estudantes comuns. A trama começa logo após o final do primeiro volume e continua a desenvolver certos elementos apresentados iniciados no mesmo. Algo está diferente no ciclo social dos Rangers, será que eles conseguiram perceber a ameaça a tempo?
Muito do que elogiei no primeiro volume continua no segundo, Parrott continua a desenvolver os personagens de uma maneira crível e que permite uma identificação com o leitor em diferentes situações. Principalmente nas relações interpessoais, nos dilemas profissionais e românticos dos jovens da Alameda dos Anjos. Minha única ressalva vai para a conclusão de uma das tramas neste volume, mas mesmo sendo previsível ainda me proporcionou um bom entretenimento.

A arte de Dan Mora ainda traz particularidade para todos os personagens, e consegue destacar bem as personalidades de cada um em cena. Algo que me surpreendeu foram os designs de criaturas, temos uma boa dose de horror corporal e o artista consegue causar um certo desconforto.
Além dos Rangers, Parrott dá bastante destaque para os vilões neste segundo volume. Compreendemos melhor as ambições de Rita Repulsa e como seus aliados mais fiéis foram jurando lealdade à sua causa. Aqui a dupla criativa consegue dosar bem o medo e respeito que a vilã causa ao seu redor.

Em suma, Go Go ainda se apresenta com uma história divertida e intrigante, o roteiro se mantém consistente e consegue entregar novidades para manter o leitor ansioso para o próximo volume. Um destaque final para a edição da Indievisivel, que traz capas extras que homenageiam filmes clássicos e que mantém uma edição capa mole permitindo um melhor transporte.
Go Go volume dois pode ser adquirido no site da editora ou na amazon.

Da trama do original sobrou pouco ou nada: os nomes de alguns dos personagens; a idéia de uma escola de dança que serve de fachada para um coven de bruxas; uma protagonista rigorosamente norte-americana