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O DIABO VESTE PRADA 2

Por: Jefferson Reis

O DIABO VESTE PRADA 2 (The Devil Wears Prada 2) | EUA | 2026
Direção:
 David Frankel
Roteiro: Aline Brosh McKenna (baseado no livro de Lauren Weisberger)
Elenco: Meryl Streep, Anne Hathaway, Emily Blunt, Stanley Tucci, Justin Theroux, Kenneth Branagh
Distribuição: 20th Century Studios
Duração: 119 minutos
Sinopse: Lidando com o colapso do jornalismo, Miranda Prestly precisa enfrentar mais um obstáculo: a antiga secretária Emily, que agora é uma executiva de alto escalão numa marca de luxo e atravessa seu caminho de modo nada amigável.


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O Diabo Veste Prada 2 é um filme que se repete quase que em sua totalidade. Usa exatamente a mesma fórmula "hollywoodiana" do primeiro e não tem como dar errado: comecinho emocionante com música pulsante, primeira situação do conflito, algumas boas piadas e falas sarcásticas, umas tretas, segunda situação do conflito, a tal redenção e um finalzinho feliz. Pronto! Bastam alguns milhões de dólares, uma boa divulgação, um elenco de peso, um intervalo de duas décadas e... bum! Bata no liquidificador, leve ao forno e terá um "Sessão da Tarde" à sua disposição.


O filme é preguiçoso; as coisas acontecem numa linearidade com obstáculos gritantes. Os personagens não evoluíram (nem na maldade), é tudo exatamente como o primeiro filme. A maior diferença são os 20 anos, o que me levou à constatação de que esse povo rico não envelhece! Tá quase todo mundo com a mesma cara. Se o Diabo veste Prada, a Meryl Streep, em seus 76 anos, usa uma armadura Maximiliana de elegância e pura beleza.


Um ponto muito agradável do filme é ver a totalidade do elenco principal do primeiro filme, de 2006, mantido nesta segunda parte, o que é difícil de se ver no mundo do cinema. Esse fator realmente é de grande agradabilidade e funcionou bem, afinal todos estavam lá no passado. Mas o contexto escolhido está impregnado de repetições e não de continuação, novidades, mudanças ou surpresas.


Todos estão mais velhos, mas os sinais de evolução e maturidade dos personagens são pouquíssimos. Então, para mim, soou mais como uma "outra versão" do filme do que uma continuação. Esta "outra versão" vem com as adaptações necessárias para fisgar a mesma faixa etária que fisgou no anterior. Dentre as adaptações, estão a inserção de gordos, negros, asiáticos, alguma estrela pop atual e as retaliações por assédio no ambiente de trabalho. Ou seja, foi feita uma maquiagem e roupagem chique e "na moda" para que tudo ficasse em seu lugar. A cota dos dos negros, asiáticos e gordos são tão naturais como uma modelo trajando um Mohamed Benchellal numa Cracolândia.


Dentre as coisas que enfraquecem o filme, temos a personagem da Meryl Streep ser o "Cão chupando manga Taiyo numa suíte palaciana do The Plaza" numa busca incoerente com o seu legado. Afinal ela é a Rainha, o suprassumo da moda, ou uma gerente da C&A ou qualquer outra loja de departamento? A personagem da Anne Hathaway fica num limbo em vários aspectos do desenvolvimento de um personagem se tornando numa reprise de 2006. Apesar das ótimas interpretações não há sustento com vigor da história repetitiva.


Em suma, o filme é legal? Sim, é legal! Mas não é um filme que foi feito para se conectar com o filme de 2006. É um filme para se conectar com o agora, com a geração de agora. Então, com certeza, vai ser um grande sucesso entre a geração Z, Gama, Alfa… pois é a mesma fatia que viu e achou legal o primeiro filme, ainda numa época em que o assédio no ambiente de trabalho e a solidão das mulheres poderosas não eram amplamente debatidos em pautas de grande alcance. O Diabo Veste Prada (2006) trouxe esses elementos, antecipando discussões que se tornariam centrais nos anos seguintes. Talvez, se essa continuação demorasse menos tempo para ser feita, ela funcionasse melhor.



O Diabo Veste Prada 2 estreia nos cinemas no dia 30/04/2026.

Resenhas
https://www.cinehorror.com.br/resenhas/o-diabo-veste-prada-2?id=1832
| 299 | 29/04/2026
Lidando com o colapso do jornalismo, Miranda Prestly precisa enfrentar mais um obstáculo: a antiga secretária Emily, que agora é uma executiva de alto escalão numa marca de luxo e atravessa seu caminho de modo nada amigável.
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